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MeorHaShabatSemanal
Perspectivas para a Vida, Idéias para o Crescimento Pessoall
O Mais Popular Semanário Eletrônico Do Mundo Judaico: Mais De 200.000 Leitores Em Todo O Mundo! Mais De 5.000 No Brasil!
12– Tammuz - 5769
04 - Julho - 2009
Aish HaTorá – Criando um Futuro Brilhante através de uma Educação Inovadora!
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Semana passada a Torá nos contou sobre a rebelião de Kôrah contra Moshe, iniciada ostensivamente por uma discussão sobre ‘princípios’. Poderia ser mais bem descrita como uma rebelião baseada no ego, mas que se manifestou disfarçada de ‘princípios’. É surpreendente quantas amizades, casamentos e sociedades são destruídas pelo ego disfarçado de ‘princípio’!
Quantas vezes você já não ouviu: “Não posso concordar. Não porque não quero paz, mas por questão de princípio!”; “Não tem nada haver com meu ego, mas preciso ensinar a esta pessoa uma lição de princípios”; “Por mim eu até deixava passar, mas tenho um princípio: não perdôo alguém até que peça desculpas formalmente. Apenas dizer: ‘Sinto muito’ não é o suficiente para mim!”
Para nossa sorte, o Rabino Zelig Pliskin escreveu um livro (em inglês) intitulado Harmony with Others: Preventing and Resolving Quarrels - Formulas, Stories and Insights (Harmonia com os Demais – Evitando e Resolvendo Brigas: Fórmulas, Histórias e Pensamentos). Neste livro o Rabino Pliskin oferece um guia prático para escaparmos de pequenas disputas e grandes desacordos. Ele ilumina a raiz de nosso comportamento e demonstra como fazer para mantermos a harmonia com os demais.
Entre os diversos tópicos abordados, encontramos: ‘Seja conciso e pense nas conseqüências’, ‘Controle o tom de voz’, ‘Amacie a retórica’, ‘Permita à outra pessoa que expresse seus sentimentos’, etc.
O que o Rabino Pliskin responde à pessoa que coloca os ‘princípios’ acima de tudo? Eis um trecho do capítulo 68, intitulado “É por Princípio”:
Princípios e valores são muito importantes, mas o princípio de ‘Amar a paz e procurar a paz’ é ainda mais importante que os demais. Às vezes o nosso Yétser HaRá (má inclinação) aparece na forma de retidão e justiça, fazendo com que entremos em discussões alegando que é por um motivo justo, quando na verdade o motivo é o ‘orgulho ferido’ ou o ‘ego magoado’. Por exemplo: Muitas vezes ocorrem situações de atrito em que podemos alegar que o nosso ego não está envolvido e que precisamos ensinar uma lição de comportamento a alguém. Mas e quando se trata de uma situação em que esse alguém não falou conosco com o ‘devido’ respeito ou não nos tratou da maneira que gostaríamos de ser tratados? Ainda assim a discussão é por princípios de justiça e retidão? Será que talvez nosso ego não esteja envolvido?
Muitas vezes na vida podemos ter um verdadeiro dilema: ‘Qual a coisa certa a fazer em um determinado caso? Objetivamente falando, devo concordar ou não? Devo perdoar ou não? O que fazer?’ Devemos nestes casos consultar um estudioso de Torá para esclarecer a coisa certa a fazer. Uma pessoa sábia e objetiva nos mostrará de forma mais acurada o que é realmente questão de princípios e o que é questão de ego.
Mas você poderia me perguntar: “E se não há ou não conheço um estudioso de Torá que possa me orientar?” A resposta é a seguinte: Quando em dúvida, escolha o caminho da paz! Há grande probabilidade de que o caminho da paz irá beneficiá-lo.
Vou lhes contar algo que aconteceu comigo: encontrei uma pessoa alegre, já de idade, que consistentemente ignorava insultos e evitava intrigas. Um dia alguém lhe falou: “Não é certo que outros o tratem sem o máximo de respeito. O senhor não mantém o princípio de que deve ser bem tratado?” Aquele senhor lhe respondeu: “Meu princípio mais importantes é que EU devo tratar os outros com respeito e espero que os outros aprendam do meu exemplo. Outro princípio que tenho é que desejo viver uma vida prazerosa. Ao exigir que os outros me tratem com respeito, isto não irá me trazer um verdadeiro respeito, mas com certeza me trará aflição e falta de alegria. Prefiro trabalhar sobre princípios reais e não sobre o meu ego fantasiado de princípio!”
Se você quer salvar uma amizade, um casamento ou um relacionamento, recomendo-lhe a leitura do livro ‘Harmony with Others’ (disponível no site http://www.artscroll.com/Books/harmp.html). Provavelmente irá querer comprar 2 cópias: uma para você e outra para a outra pessoa!
Porção Semanal da Torá:
Hukát - Balák - Bamidbar (Números) 19:1 - 25:09 |
Outra semana de aventuras, ação e mistério, enquanto o Povo Judeu transpõe o deserto, no seu 38 o ano. Primeiro, as leis sobre a Pará Adumá, uma vaca totalmente vermelha que, depois de abatida, era queimada com madeira de cedro, hissôpo (uma espécie de planta) e lã escarlate. As cinzas eram, então, misturadas com água e usadas para a purificação daqueles que tinham entrado em contato com mortos. Estranhamente, todos os envolvidos na preparação das cinzas e de sua mistura com água tornavam-se ritualmente impuros, mas todos os que eram aspergidos com esta água tornavam-se ritualmente puros.
Miriam, irmã de Moshe e profetisa, morre. O poço que acompanhava os Israelitas, no deserto, por seu mérito, pára de jorrar. Novamente o Povo se rebela contra Moshe e Aharon por causa da falta de água. O Todo-Poderoso manda Moshe falar com determinada pedra, pedindo-lhe água. Moshe bate na pedra, ao invés de falar com ela, e a água jorra abundantemente. Entretanto, D'us pune Moshe e Aharon por não O santificarem, proibindo a sua entrada na Terra de Israel. (Vale à pena seguir as instruções e conter nossos impulsos!)
Aharon morre. Seu filho Elazár é apontado como o novo Sumo-Sacerdote. O rei cananeu de Arad ataca os Israelitas e é sonoramente derrotado. Aí acontece uma nova rebelião por comida e água, que é respondida por D'us com uma praga de cobras venenosas. Moshe ora pelo povo e é instruído por D'us a colocar uma cobra de bronze no alto de uma estaca. Todos que foram picados, ao olharem para cima para enxergá-la, pensariam em D'us, se arrependeriam e, então, se curariam.
Os Israelitas aniquilam os Amoreus e Bashanitas, que não apenas não nos deixaram passar pacificamente por seu território, mas ainda nos atacaram. (Há muitas perguntas que precisam ser feitas sobre tudo isto. Por favor, consulte a Torá e um bom comentarista).
A segunda porção desta semana, Balák, é uma das mais fascinantes e psicologicamente reveladoras porções de toda a Torá! Biláam, um profeta gentio, tinha um nível de profecia próximo ao de Moshe. O Todo-Poderoso deu a Biláam todo este poder para que, em algum ponto do futuro, as nações do mundo não pudessem dizer: “Se tivéssemos um profeta como Moshe, nós também teríamos aceitado a Torá e vivido de acordo com ela”. Biláam é um personagem singular e intrigante: fanático por honras, arrogante e egoísta (infelizmente, não tão singular na raça humana).
Balák, o rei de Moab, contratou Biláam para amaldiçoar o Povo Judeu, pagando uma fortuna em dinheiro. É interessante notar que Balák acreditava em D'us e no poder de amaldiçoar dado por Ele e, mesmo assim, achava que o Todo-Poderoso mudaria sua escolha sobre Seu Povo Escolhido. Biláam aceita com muita vontade a tarefa de amaldiçoar os Judeus.
O Todo-Poderoso permite Biláam viajar ao reino de Balák, advertindo-o a somente dizer o que D'us lhe ordenasse. O Todo-Poderoso dá a cada pessoa livre arbítrio e nos permite irmos na direção que bem quisermos. Três vezes Biláam tentou nos amaldiçoar e três vezes D'us colocou bênçãos em sua boca. Balák ficou furioso! Então, Biláam dá-lhe conselhos, com esperanças de conseguir seu pagamento: “Se Vossa Alteza deseja destruir o Povo Judeu, seduza seus homens com as mulheres de Moab, e diga às mulheres para não se entregarem até que os Judeus se prostrem a um ídolo”. Balák segue o conselho e, conseqüentemente, o Todo-Poderoso envia uma praga sobre o Povo Judeu, onde morreram 24.000 pessoas, porque os homens se deixaram cair no plano de Biláam. Vemos daqui que o Todo-Poderoso odeia a libertinagem e a idolatria.
Dvar Torá:
baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin
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A Torá declara: “Moshe e Aharon reuniram o Povo na frente da rocha e Moshe disse para eles: ‘Ouçam, rebeldes’” (Bamidbar 20:10). Moshe foi punido por sua declaração. D’us lhe comunica: “Você não trará o Povo Judeu para a terra que Eu prometi dar a eles”. Qual foi seu erro?
O Midrásh explica que qualquer pessoa que sirva como líder do Povo Judeu precisa ser muito cuidadosa em relação à forma como se dirige a ele. Temos diversas provas disto pelo Tanach (o livro que reúne a Torá, os Profetas e as Escrituras):
O profeta Yeshaiahu (Isaías) disse a D’us: “Eu sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um Povo de lábios impuros (Isaías 6:5)”. Por esta declaração ele foi severamente punido.
Eliahu (o profeta Elias) disse a D’us: “Tenho sido muito fervoroso para o Senhor das hostes; porém os Filhos de Israel têm abandonado Sua aliança (Reis 1, 18:10)”. Ele foi severamente punido por esta declaração (Yalkut Shimoni 764).
Nossa Lição: Cada um de nós, especialmente nossos líderes, precisa ser muito cuidadoso ao fazer declarações categóricas sobre o Povo Judeu ou sobre a Terra de Israel, seja sobre segmentos dele ou sobre o todo.
Horário de Acender Velas de SHABAT: (03 de julho)
S. Paulo: 17:12 h - Rio de Janeiro 17:00h - Recife 16:54 -
Porto Alegre 17:17h - Salvador 16:59h
Curitiba 17:19h -
Belo Horizonte 17:09 - Belém 17:59 - Jerusalém 19:09 -
Miami 19:56h - Nova York 20:11h
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Pensamento da Semana:
“O Vencedor É Aquele que Enxerga uma Resposta para cada Problema.
O Perdedor É Aquele que Enxerga um Problema para cada Resposta!”
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Shabat Shalom!
Rabino Kalman Packouz
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