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A festa de casamento Emuna Braverman A alegria e encanto de um casamento judaico “Existe melhor forma de comemorar do que experimentar alguns vestidos de noiva?" Utilizando a revista “Brides”, tenho muitas opções. Os casamentos são ocasiões maravilhosas e alegres. Mas, freqüentemente a sua essência se perde entre a penugem. O enfoque exagerado nas flores e o enfoque errado ao escolher o noivo. Enfoque demais na fantasia ou locais incomuns e a falta de atenção nas aulas de preparação para o casamento. A mesma revista faz uma lista do tipo "os piores cenários para o dia do casamento" como quando o fotógrafo não aparece. Agora não quero parecer antipática. Mas é frustrante quando o fotógrafo não vem. Os álbuns de casamento são muito bonitos. É bom ver as fotos e voltar ao tempo, recordando velhas histórias do seu dia de casamento conforme vai virando as páginas (isso se seus filhos ainda não colaram todas as folhas! ) Mas “os piores cenários para o dia do casamento?” Olhe para o lado positivo. Às vezes é bom somente saborear o momento sem tentar capturá-lo para a posteridade. Sem mencionar o fato de você não deixar seus convidados chateados e frustrados enquanto esperam que aquele processo interminável acabe. Quando um de nossos amigos queridos, um premiado produtor de Hollywood se casou, todos esperamos que faria uma produção de fotos e vídeo elaborada. Mas, este homem sabia que, num sentido mais profundo, o momento ficaria bem melhor, e poderia ser registrado para a eternidade com a ausência completa de qualquer vídeo ou máquinas fotográficas. Só com todos convidados focalizados na noiva, no noivo e na cerimônia. Quando estávamos casando, meu marido foi a uma pequena loja em Jerusalém para comprar um chapéu novo e um artigo especial de vestuário branco que os homens judeus usam no dia do casamento (é usado em Yom Kipur também, pois nas duas ocasiões todos os nossos pecados são perdoados e temos a oportunidade de apagar nossos erros). Quando estava pagando por suas compras perguntou ao proprietário, "Há algo mais que eu precise?" "De fato, sim”, o homem respondeu. Meu marido tirou sua carteira de novo. "Generosidade, bom caráter, temor a D’us..." O dia deve ser bonito por causa das idéias, metas e paixões compartilhadas que os dois levam para a mesa e não por causa do cristal novo e do grande diamante. (Não que eu tenha qualquer coisa contra diamantes grandes!) O dia deve ser encantado por causa da alegria compartilhada, não só da noiva e do noivo, mas de todos os seus amigos e família. Este é o ponto em que tradição judaica se supera. Em um casamento não tradicional, depois da cerimônia os recém-casados desaparecem no meio da pista de dança, tentando escutar os brindes. Há uma pressão tremenda para ter o vestido certo, e mais ainda, de estar pronto no dia apropriado. Um casamento judaico é diferente. A única meta é fazer o noivo e a noiva felizes. Não importando a comida, os companheiros de dança, suas vidas. Este é o momento especial da noiva e do noivo. E nós devemos criá-lo. Os casamentos judaicos não são um esporte de espectador. Eles são uma grande festa!! Com as mulheres num círculo e os homens em outro, os convidados rodam a noiva e o noivo ao redor, dançando com eles e os rodeando com círculos de alegria. Até que num certo momento o casal se senta e seus amigos se apresentam para eles: vestindo fantasias, fazendo barulho, enchendo balões, saltando de corda e exibindo suas habilidades de dançarinos. É quase sempre uma frustração quando a música para e é servido o jantar. É uma grande festa a noite inteira. A tradição judaica nos ensina que fazer a noiva e o noivo felizes é uma mitzvá tão grande que não é estranho ver rabinos veneráveis do Talmud andando com as mãos para alegrar os corações do novo casal. E hoje em dia, os rabinos continuam com a tradição, deixando seus chapéus em chamas (com álcool -- não é perigoso), fazendo malabarismos, dançando como loucos, fazendo piruetas. Freqüentemente a festa é aberta a estranhos como também para amigos, ou seja, os convidados da lista. Quando há nevasca em Jerusalém, o que deixa as estradas impossíveis de andar, as estações de rádio anunciam a hora e o local de todos os casamentos daquela noite, convencendo a todos que moram a pouca distância de onde o casamento está ocorrendo, para virem e trazerem alegria ao noivo e à noiva. Alguns meses atrás, uma mulher em Jerusalém fez um anúncio na Internet, pedindo ajuda para fazer um casamento a um casal que tinha pouco dinheiro. A resposta foi esmagadora, pois muitas pessoas se ofereceram para ajudar de todos as maneiras possíveis. O casamento foi um evento totalmente voluntário, desde as flores até o fotografo e a banda e muito mais. E quando você pensa que não tem mais energia, ainda tem uma semana de refeições festivas para ajudar o novo casal a se integrar na comunidade. (e manter a noiva fora da cozinha, um costume muito popular!) Quando nos casamos em Israel, foi fácil não se distrair com futilidades porque elas simplesmente não existiam! O fornecedor dos produtos para a festa disse: "eu tenho toalhas de mesa azul e Borgonha. Só estas, escolha!” " E se eu tiver flores eu as trago." Eu não sei se trouxe ou não. Não lembro de que cor eram as toalhas de mesa que escolhemos, nem o menu. Mas me lembro de nossa chupá sob o crepúsculo de Jerusalém. Lembro de estar segurando um mastro repleto de flores enquanto minhas amigas dançavam ao meu redor. Lembro-me de meu marido segurando no alto uma bandeja do garçom durante uma dança. (E eu lhe dizendo para descer!) Nossas fotos não são grande coisa (algumas nem estão tão reconhecíveis) mas a alegria da comunidade misturada com nossa felicidade foi um presente precioso e duradouro. Para mais informações sobre casamentos judaicos, veja: “Guide to the Jewish Wedding” (“Guia para o Casamento Judaico”).
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