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Kristallnacht
por Adrian Extrakt
No próximo dia 9 de Novembro lembramos o 67o aniversário da noite que deu início ao Holocausto.
O partido nazista chega ao poder em 1933. Este fato viria a marcar a história da humanidade de forma diabólica, a “civilização” seria testemunha do maior assassinato em massa jamais cometido. Mais de cinqüenta milhões de homens e mulheres sucumbiram na Segunda Guerra Mundial entre eles seis milhões de judeus exterminados, engolidos por uma máquina de mentir, torturar e matar. Nunca, nenhum povo sofreu o que os judeus europeus sofreram sob o manto negro do ódio nazista. Diante da indiferença do mundo os judeus europeus foram sistematicamente massacrados pelo simples fato de serem judeus.
Assim que foram promulgadas as leis de Nuremberg em 15 de setembro de 1935 os judeus foram privados de todos seus direitos, já não mais seriam cidadãos, os judeus alemães passariam a ser súditos do Reich, seus bens seriam confiscados, seriam proibidos de exercer profissões liberais, tiveram suas contas bancárias congeladas entre outras medidas para marginalizar a comunidade judaica. A máquina de propaganda nazista aproveitou a judeo-fobia ancestral para justificar seus atos. Não teria sido possível fazer tudo o que fizeram os nazistas se não fosse pela colaboração em massa da maioria do povo alemão. No dia 7 de novembro, Ershel Grynzspan ,um jovem judeu filho de poloneses que moravam na Alemanha (e que foram expulsos sem ser aceitos pela Polônia), entrou na embaixada alemã em Paris e acreditando estar na presença do embaixador atirou mortalmente contra o diplomata Von Rath que trabalhava como conselheiro na embaixada. O jovem Ershel de 17 anos tentou chamar a atenção do mundo para a difícil situação dos oitenta mil judeus poloneses que se encontravam sem pátria em território alemão ;porém seus atos vieram a servir como justificativa para o regime de Hitler levar adiante o pogrom de Kristallnacht, A Noite dos Cristais Quebrados.
Na fatídica noite do nove para o dez de novembro de 1938 as milícias nazistas SA e SS deram o pontapé inicial para o que conhecemos hoje como o Holocausto do povo judeu; não foi nesta noite que tudo começou porém foi nesta noite onde começou a ser derramado sangue judaico para aplacar a sede de morte dos alemães. Foi neste dia quando já não eram os livros do Talmud os que eram queimados senão os próprios judeus.O pogrom de Kristallnacht marcou um ponto de quebra dentro da política racial alemã e dos planos para o futuro da judiaria européia. Até o nove de novembro de 1938 os nazistas nunca tinham testado a violência antijudaica levada ao extremo mortal que só pioraria até a queda do regime e o fim da guerra.Os nazistas assassinaram perto de 100 judeus, queimaram centenas de sinagogas, milhares de prédios judaicos depredados e quase 30.000 judeus foram deportados para campos de concentração numa mesma noite. O regime testou que aconteceria se matassem judeus. Qual seria a resposta do povo alemão?E qual seria resposta externa?A verdade é que as vozes de crítica foram poucas e abafadas.Então o regime não teria obstáculos para levar as mortes ao grau de carnificina, o Holocausto tinha começado.
Esta é a historia que todos sabemos, esta é a historia repetida mantricamente todos os anos em todas as instituições judaicas, em todas as escolas e sinagogas. Nossas vidas estão marcadas pelo Holocausto, impossível é imaginar uma vida judaica indiferente ao que aconteceu nos campos de extermínio, guetos e ao longo de todo o Império Alemão de Hitler. E a noite do nove de novembro de 1938 deve ser lembrada como a primeira data do maior crime da história. O eco dos cristais se quebrando pode ser ainda ouvido no olhar dos sobreviventes do massacre, e deve ecoar dentro de cada coração judeu como um alarme silencioso para nos manter alerta toda vez que nossa integridade (física, mental, religiosa ou cívica) seja ameaçada.
Ninguém sabe o que pode acontecer amanhã, mas fatos como o Kristallnacht nos demonstra que acontecimentos maiores podem ser antecipados de acontecimentos menores. Um ensinamento claro de não subestimar aos inimigos do povo, não podemos ser tolerantes com demonstrações de ódio antijudaico. Não podemos ser indiferentes e querer olhar para o outro lado, fingir que nada acontece. Hoje vemos que a judeo-fobia está crescendo e se encobre atrás da cortina da livre expressão, do anti-sionismo ou de “inocentes preconceitos”. Nós judeus devemos nos unir e chamar a atenção da sociedade para estas manifestações, que ameaçam a democracia.E lembrar que não devemos subestimar nossos inimigos e que a nossa história esta sendo escrita todos os dias, mesmo no próximo dia nove no 67o aniversário do Kristallnacht.
“Que D’s abençoe o povo de Israel com paz” Abençoada a memória de todos aqueles que foram mortos na Shoa.
ADRIAN EXTRAKT PARTICIPOU DE CURSO DA UNIVERSIDADE DE JERUSALÉM PARA JOVENS DA DIÁSPORA , FOI PEIL BETAR SÃO PAULO, ALUNO DA HAFGANÁ E SE DEDICA A DIVULGAR OS TERRORES COMETIDOS NO HOLOCAUSTO. |
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