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Kabalá é a expressão da Torá das maneiras de como o mundo trabalha. Removida de sua fonte, é como se fosse algo sem valor.(Primeira em uma série.) Pelo Rabino Shimon Leiberman A maioria das pessoas já ouviu uma ou outra coisa sobre a Kabalá. Mas é altamente improvável que o que se ouve no mercado sobre a Kabalá seja próximo à realidade dela. A maioria das pessoas fica exposta a um tipo de psicologia e auto-ajuda que parece ter alguma conexão com o misticismo Judaico, o que raramente acontece. É fácil ver como as pessoas são enganadas. Na maioria das disciplinas, se espera saber e entender algo depois de estudá-lo. Mas no caso do misticismo, as pessoas esperam ser místicas. Então se dispõem a aceitar o incompreensível, as coisas que não fazem sentido. A Kabalá é considerada misteriosa e enigmática. Afinal, é misticismo! Tantas tolices são apresentadas como Kabalá, e por isso é importante ter um forum onde as pessoas possam encontrar as explicações básicas que desejam tanto saber. Nesta série, tentaremos trazer as idéias centrais do misticismo judaico de uma maneira metódica e inteligente, minimizando a terminologia confusa e evitando que se tenha a sensação do incompreensível. O QUE É E O QUE NÃO É KABALÁ Um pesquisador está em seu laboratório examinando todos os tipos de fenômenos atômicos. Ele quebra os átomos com muita rapidez e registra o que acontece com eles. Ele é muito meticuloso em seu trabalho, e pode até inferir algumas conclusões imediatas dos dados à mão. Mas ele deixa tudo como está. O kabalista descreve o abstrato, mas podemos sentir que existe uma realidade concreta e sólida na qual ele se apóia. Um grande cientista pega estas anotações, lê e reflete sobre seu significado. Ele começa a construir uma imagem do que refletiu. Tenta prever como é o sistema completo. Ele sabe que não existe nenhum instrumento para ver as partículas que ele imaginou, e então faz tentativas no escuro de deduzir metáforas que com precisão conectará os dados que o físico reuniu. Deste modo, começa a falar de "túneis atômicos," "pontes de energia," e "dez dimensões." Uma terceira pessoa, com uma mente altamente fértil mas sem entender de ciência, está espiando. Sua imaginação foi atiçada e, no mesmo instante, ele leva adiante a idéia de que pessoas misteriosamente desaparecem em "túneis atômicos," e de “fontes ilimitadas de energia contida em várias das "dez dimensões." Estas três pessoas ilustram as diferentes abordagens da Kabalá. Os "dados" ou fatos com que a Kabalá lida são a narrativa da Torá e a parte integral da lei religiosa. O "pesquisador" representa uma pessoa que vê as leis e a narrativa como elas são, entende seu significado imediato, mas não consegue ver uma imagem maior. O "grande cientista" representa o Kabalista que vê os variados pontos localizados e então começa a ter a sensação de ver uma imagem maior. Ele precisa de metáforas para descrever a unidade abstrata que percebe e está ciente de que este instrumento pode ser provavelmente vago e só abordar a sua compreensão dos fatos. Embora limitadas pelos instrumentos a sua disposição, a imagem complexa formada pelo cientista pode nos passar a sensação da realidade em que ele se apóia. E depois, há o Pseudo Kabalista, ou seja, "o intrometido" , cuja Kabalá não apresenta nenhuma conexão com a Torá, exceto talvez como um trampolim para sua imaginação. Ele descobriu "fontes de energia," "emanações divinas," e caminhos para "expandir a consciência," mas tudo isso vêm de suas ilusões fantásticas. EM RESUMO Como a ciência, a Torá nos dá fatos que são totalmente perceptíveis e determinados racionalmente . Como a filosofia, a Kabalá nos dá a imagem abstrata do que os fatos apresentam. Os próximos segmentos desta série estarão explorando alguns dos princípios fundamentais da Kabalá. O rabino Leiberman é o principal educador judeu em Israel e no estrangeiro, e escreveu |
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