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Os convidados espremiam-se nas mesas do pequeno apartamento do Rabino Chaim Shmulevitz, em Jerusalém. Depois de muita celebração e cantoria, o sábio de renome mundial, o decano da yeshivá de Mirrer, na Cidade Santa, levantou-se para falar. A atmosfera festiva tornou-se imediatamente solene. Havia um grande silêncio.

"Meu querido Avraham," o rabino começou cordialmente, "que você tenha o mérito de crescer com a Torá, e temer ao Criador, de acordo com as aspirações de seu puro coração. Que se torne o verdadeiro filho de Avraham Avinu [Abraão nosso antepassado], com o qual você está sendo nomeado agora."

Está bênção deveria ser concedida a um jovem rapaz em seu bar mitzvá, quando, como um adulto, sua vida começa sob uma nova forma. E realmente, uma vida nova, completa, com um novo nome, estava começando para Avraham Kotsuji – com seus 60 anos de idade. Sua história, de como um professor de universidade Japonês se tornou um judeu Ortodoxo, é, talvez, um dos dramas humanos mais incomuns da Segunda Guerra Mundial

"Nunca nos esqueceremos o que fez para nós quando estávamos no Japão," o sábio continuou. "Nem de como arriscou sua vida para nos salvar. O mérito deste mesirut nefesh [auto-sacrifico] é o que lhe ajudou a resistir e o levou para buscar abrigo debaixo das asas da Shechiná [Presença Divina] e se tornar um membro genuíno da Nação da qual tanto ajudou.

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O surgimento do anti-semitismo

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Após a guerra

Este artigo apareceu originalmente no Yated Neeman.