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Cinco mitos modernos sobre o casamento
Emuna Braverman
Romance, felicidade e outras concepções matrimoniais erradas.
Mito 1: O casamento beneficia muito mais aos homens do que as mulheres.
Esta falsa afirmação faz com que muitas mulheres visualizem seu papel numa relação de forma negativa, como se fossem mártires para as necessidades de seu marido, apesar de terem tido qualquer experiência contrária a esta. O poder dos mitos populares de alterar expectativas e percepções da realidade é surpreendente.
Aparentemente, apesar de existirem relatos contrários a este, ambos homens e mulheres vivem vidas mais longas, felizes, saudáveis e prósperas quando estão casados. (Este e os outros quatro mitos são baseados em estudos feitos por Rutger's National Marriage Project. A pesquisa mais recente é intitulada "The Marrying Kind: Which Men Marry and Why?" (" o tipo de casamento: que homes se casam e porque?")
Espera-se que muitas mulheres estejam mais tranqüilas ao reconhecerem que também se beneficiam de serem casadas e que reconheçam que o ato de "dar" que acompanha uma relação saudável e forte é um prazer e não uma dor. Também ajuda a perceberem que não são somente seus maridos os beneficiários de seu ato generoso de "dar".
Mito 2: A chave para o sucesso de um casamento duradouro é a boa sorte e o amor.
Segundo alguns casais em Hollywood, o comprometimento e o companheirismo são o segredo da durabilidade de seus casamentos. Ou seja, o casamento exige trabalho duro, dedicação e comprometimento. "Os casais mais felizes são como amigos que dividem suas vidas e compartilham seus interesses e valores".
Esta resposta pode ser retirada da Torá no episodio que relata a procura de Eliezer por uma noiva para Isaac. Ele procurava uma moça que tivesse boas qualidades, especialmente a generosidade, algo que Rivka comprovou quando trouxe água para ele e seus camelos. Também aprendemos a importância do comprometimento quando a Torá descreve que primeiro Isaac se casou com Rivká, e depois a amou. Os casamentos judaicos se fundamentam em valores como o comprometimento e os valores compartilhados. Para um bom casamento, a "velha sabedoria" é a mais confiável.
Mito 3: Os casais que vivem junto antes do casamento podem testar se combinam um com o outro e têm casamentos mais satisfatórios e duradouros do que os casais que não o fazem.
Muitos estudos comprovaram que o oposto desta afirmação é verdade. É possível que pessoas que vivam juntas tenham um sentimento maior de comprometimento, já estabelecido como elemento principal para um casamento bem sucedido. Mas, esta atitude tem outras implicações. Sem comprometimento, como você lidará com os problemas que surgirão? E o contrário também é verdade: com compromisso será que existirá algum problema que não poderá ser enfrentado?
"Mas como sabemos se a pessoa combina comigo?" é a pergunta freqüente. Este é o pensamento mágico. Não há nenhum teste especial de compatibilidade e a quantidade de tempo passados juntos não oferecem nenhuma garantia. A única coisa que funciona é o comprometimento e o trabalho duro.
Sempre que eu dou aulas de casamento, as pessoas freqüentemente ficam desapontadas com o que eu tenho a dizer. Todos querem uma explicação profunda e compreensiva, alguma idéia dramática que mudará sua experiência matrimonial. Mas não existe nenhuma. Construir um bom casamento é muito simples em sua concepção, e como muitas idéias simples, difícil em sua execução. É manter o comprometimento passo a passo, é levá-lo adiante, não importa o que aconteça. Viver junto lhe prepara para isso. Só a mudança de atitude, talvez uma comunidade que lhe apóie e a ajuda do Todo-poderoso pode levá-lo a conseguir.
Quando o casamento é construído junto, considerando-se metas e objetivos correspondentes no lugar de companheirismo, o casamento se torna duradouro e conseguimos ir adiante com ele
Mito 4: As pessoas não podem esperar estarem casadas para sempre como nos velhos tempos porque vivemos muito mais hoje em dia.
Parece louco não é? Mas a pesquisa mostra que este pensamento é muito comum.
Como o autor assinala sabiamente, nós também estamos nos casando mais tarde! E metade de quase todos os divórcios acontecem no 7° ano de casamento, uma "oportunidade" disponível para nossos antepassados também. Mais uma vez, nossa relutância em assumir um compromisso duradouro mostra sua face negativa.
Como assim, "pessoas não podem esperar"? Porque impor limites a nossas habilidades? Abraão e Sarah tiveram seu primeiro filho respectivamente com 90 e 100 anos. E quem vive muito mais ? Como todo educador sabe, crianças (e adultos) se levantam e caem de acordo com as expectativas colocadas neles. Se você tiver esperança de que seu casamento seja duradouro, há muitas chances de que ele seja mesmo, muito mais do que se você pensar que ele não durará.
Mito 5: O casamento me fará feliz.
Se uma pessoa que é solteira está infeliz, no casamento, então, ela também estará. O casamento não vai resolver meus problemas. Quando casamos, trazemos nossa bagagem conosco, assim como nossos parceiros trazem suas neuroses também. O casamento não é uma receita para a felicidade ou realização.
Temos que trabalhar para estarmos felizes e satisfeitos e apoiar nossos parceiros para alcançarmos a felicidade no casamento. Todos os segredos para as boas relações que nós lemos e praticamos com nossos amigos durante anos devem entrar em cena agora: estarmos prontos para perdoar, ser generoso, ignorar os defeitos, não se preocupar em quem está certo. A felicidade existe, mas não vem automaticamente com o anel.
O casamento pode ser uma experiência surpreendente, como num excitante passeio na montanha russa. Haverá alegria e tristeza, existirá; angústias e lágrimas. Mas deve ser abordado de maneira séria e com expectativas razoáveis. É um paradoxo. Para podermos ter "alegria" no casamento, temos que tratá-lo com seriedade. Os benefícios e oportunidades do casamento somente serão obtidos com a ajuda e a segurança do comprometimento. Outras teorias oferecem uma outra forma tentadora de entrar (ou sair) do casamento, mas, no final das contas, o casamento se fundamenta na antiga sabedoria e não na nova..
Publicado no domingo, 17 de outubro de 200
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