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Acalmando-se É bom para tudo em sua vida—inclusive seu Judaísmo. Quando estive na Índia, em 1979, visitei o Sarnath, o lugar onde, de acordo com tradição budista, Buda atingiu seu momento de iluminação. No centro do local há uma Stupa Budista, ou seja, uma estrutura grande e sólida, com cúpula. Fui informado que o protocolo adequado para visitar uma Stupa budista, era dar voltas ao seu redor. Então, juntei-me a alguns peregrinos que caminhavam ao redor da Stupa. Depois de alguns minutos, notei um monge budista de idade, vestido com um manto cor amarelo-alaranjado, caminhando devagar, muito lentamente na minha frente. Logo, ultrapassei-o. Na outra volta, estava atrás dele e ia ultrapassá-lo novamente quando, de repente, percebi que isto era um absurdo. Pensei comigo mesmo: "Por que estou andando tão rápido? Não tenho nenhum lugar para ir! Estou somente dando voltas em círculo! Então, por que a pressa?" Diminuí imediatamente a velocidade seguindo os passos do monge. Então, aconteceu algo surpreendente: minha mente foi se acalmando, diminuindo aquele ritmo rápido e apressado, fiquei mais calma e entrei num estado de meditação. A pausa que sensibiliza E também é bom para o Judaísmo. Uma das maiores reclamações dos judeus contra a prática religiosa é que eles rezam, falam as berachot ou fazem mitzvot "sem sentir nada." O culpado aqui é a PRESSA. Se você reza correndo ou faz a berachá (benção) antes de comer um alimento como se este fosse desaparecer em dois segundos senão chegar a sua boca, então logicamente não sentirá nada. Maimônides, em seu código de leis judaicas, escreve que o judeu deve fazer uma pausa antes de dizer a oração principal, o Shemona Esrei, para que lembre que se trata da grandeza de D’us. Aquele minuto de preparação interna pode mudar toda a experiência desde o ato de fazer mecanicamente uma reza até ao modo como lidamos com nossos relacionamentos. Esta pausa vital também pode ser empregada antes de recitar bênçãos e fazer mitzvot, para que se tenha consciência do que vai dizer ou fazer. A consciência requer que tenhamos tempo para sair do “piloto automático” para assim, começar a pilotar o avião. Honra ao próximo Falar bem do próximo; Interromper uma conversa com um amigo para atender ao celular; Falar com sua mãe ao telefone enquanto navega na Internet; Imagine que você esteja numa reunião com o presidente e seu celular começa a tocar. Você não diria, "Com licença, Sr. Presidente, preciso atender o celular”. Então se damos todo o nosso tempo e atenção para uma pessoa de carne e osso, devemos dar muito mais de nossa atenção ao Todo-poderoso, quando falamos com Ele numa oração. E, se você daria sua atenção e tempo integral a uma distinta figura política, quanto de seu tempo e atenção deve dar ao seu amado cônjuge? A falta de tempo Porém, conheci uma pessoa que pareceu sempre ter bastante tempo. A Rebbetzin Chaya Sara Kramer, o assunto de meu livro “Holy Woman” não tinha uma máquina de lavar roupas, uma secadora, um forno, uma máquina de lavar louça e nem sequer um carro. Também nunca teve uma moça que lhe ajudasse a cuidar de sua fazenda. Mas, sempre que alguém vinha para sua casa, parecia que tinha todo o tempo do mundo para esta visita. Ela parava qualquer coisa que estava fazendo, sentava-se, e dava a atenção total a seu convidado. Assim como uma moça me disse numa entrevista: "Era como se Rebbetzin Kramer não tivesse mais nada para fazer no mundo exceto me escutar". Talvez quanto tempo temos não se trata do tamanho de nossa lista de atividades e sim da grandeza que possuímos. |
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